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REFLEXÃO: PLÁGIO NA INTERNET

 

REFLEXÃO: PLÁGIO NA INTERNET

O que é um autor? Essa foi a pergunta que fez um dia o pensador francês Foucault. Considerando que a função autor sofreu variação na sua concepção ao longo do tempo, hoje, na sociedade informática em que se vive, essa pergunta poderia ser repetida com alguns acréscimos: Como se constrói a autoria e quais os meios de proteção do sujeito frente a difusão dos textos e das formas de cópias não autorizadas. Depois de colocado na internet se perde o controle e o poder sobre o que foi produzido ou é de domínio público? Como se proteger da cópia não autorizada?No contexto da sociedade informatizada em que vivemos, essas discussões têm-se acentuado, haja vista as possibilidades que se vêm ampliando, pela internet, no que diz respeito a apropriação de obras protegidas por direitos autorais.
De acordo com Fonseca:
O plágio se caracteriza com a apropriação ou expropria-ção de direitos intelectuais. O termo “plágio” vem do latim “plagiarius”, um abdutor de “plagiare”, ou seja, “roubar” [...]. A expropriação do texto de um outro autor e a apresentação desse texto como sendo de cunho próprio caracterizam um plágio e, segundo a Lei de Direitos Autorais, 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, é considerada violação grave à propriedade intelectual e aos direitos autorais, além de agredir frontalmente a ética e ofender a moral acadêmica. (FONSECA, Randal. Expropriação de propriedade intelectual. Disponível em:<http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=newsletter&id=3>. Acesso em: 23 fev. 2006

Voltando o olhar para a maneira como a escola tem tratado a leitura e a escrita, e o modo pelo qual essas práticas estão postas na sociedade industrializada, informatizada, midiatizada, percebe-se a distância enorme e bastante inquietante entre essas margens, e o quanto a escola, com suas pseudo-atividades de leitura não reflexiva e desconectada com a vida.
Em contrapartida, o contexto em que vivemos exige a formação de um aluno que, distando do lugar comum, seja sujeito-autor atuante, crítico, autônomo e interventor, capaz de, a partir da sua autoria, interpretar e analisar a realidade, retirando-se da condição de sujeito acomodado e reprodutor de modelos textuais para um sujeito capaz e consciente do seu dizer/escrever.
Sem a pretensão de fechar a discussão, vale dizer que, em meio a essa pluralidade de textos, intertextos, hipertextos, é preciso que a escola passe a contribuir para que do seu âmago possam emergir sujeitos autônomos, seres da linguagem, cientes do lugar múltiplo,como autores , leitores, pesquisadores,críticos e falantes.
Essas foram as minhas reflexões sobre o tema Plágio na Internet após a leitura dos textos dos sites:

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